a cidade e as terras

Junho 24 2010

Os chips e as vuvuzelas. Eu sei muito bem onde é que os mandava enfiar os chips e as vuvuzelas. Assim, estavam sempre localizados, não os carros guiados por motoristas, mas os próprios iluminados. Sempre localizados. Podíamos até comprar detectores de políticos que nos permitissem viver mais sossegados, sabendo da distância que ficava entre nós. Até podiam ser criados alarmes, para nos alertar quando alguma destas criaturas se aproximasse de zonas livres. E as vuvuzelas, pois, também as vuvuzelas, no mesmo sítio e junto ao chip. Também elas ficavam identificadas e podíamos sair à rua com um detector e uma moca de Rio Maior a distribuir bordoada aos selvagens que insistem em nos massacrar os ouvidos ou em restringir a nossa liberdade.

publicado por Joao AC às 11:11

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palavras soltas de um provinciano acomodado a Lisboa com uma grande compulsão para sair a correr terras
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