a cidade e as terras

Fevereiro 26 2010

Valparaíso, Chile, 2009

publicado por Joao AC às 17:03

Fevereiro 23 2010

Nos tempos que correm, apenas por profissão de fé se pode amiúde bem do governo, Não fugindo à regra, é preciso não ficar ofuscado ou perder o discernimento de dizer bem quando tal se justifica. Isto a propósito da Ministra da Cultura, uma aparente excepção no meio de erros de casting que parece insistir em fazer um trabalho sereno e competente. As subtis mudanças nos museus recorrendo a pessoas mais destacadas pelo curriculum profissional do que partidário, a aparente pacificação de um sector sempre em protesto, e agora a corajosa medida de criar uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, hoje aprovada em Diário da República. Parece que, entre gente que ainda julga que Portugal é irmão gémeo da Finlândia, há alguém no governo que está perto do país real e que compreende a importância de algumas tradições para identidade própria de um país. Gabriela Canavilhas promete vir a ser o Ministro da Cultura que Portugal precisa, alguém com os olhos no futuro que não se esquece que ele não existe sem passado ou presente. Fica a faltar que resolva bloquear o “aborto” ortográfico para que eu me levante em fortes aplausos e sonoros “vivas”.

 

publicado por Joao AC às 15:09

Fevereiro 22 2010

Não é ainda o tempo de ter esta discussão, muito menos com o obsceno oportunismo político que já se ouviu por aí, mas a tragédia da Madeira devia fazer-nos a todos pensar no que andamos a fazer ao nosso território, à nossa terra. A natureza é indomável e incontrolável, mas é pena que só nos momentos em que somos invadidos pelo choro olhemos para a terra com olhos compreensivos, compreensivos para com as feridas que o Homem abre sem critério, em nome de progressos e desenvolvimentos duvidosos. Pena que esta discussão acabe por durar um breve sopro, o tempo de se esquecerem os mortos e feridos e se voltar ema discutir infatilidades sem interesse nem graça. Sofre a terra, sofre sempre a terra asfaltada, esburacada, destruída, vulnerável aos caprichos da natureza e à bestialidade dos homens.

publicado por Joao AC às 17:09

Fevereiro 22 2010

 Valle de la Luna, Atacama, Chile, 2009

  

She's sliding, she's sliding

down into the dregs of world
She's fighting, she's fighting

the urge to make sand out of pearls

 

Heaven can wait and hell's too far ago
Somewhere between what you need and what you know
And they're trying to drive that escalator into the ground

 

She's hiding, she's hiding

on a battleship of baggage and bones
There's thunder, there's lightening

and an avalanche of faces you know

 

Heaven can wait and hell's too far ago
Somewhere between what you need and what you know
And they're trying to drive that escalator into the ground

 

You left your credentials in a greyhound station
with a first aid kit and a flashlight
Going to a desert unknown

 

Heaven can wait and hell's too far ago
Somewhere between what you need and what you know
And they're trying to drive that escalator into the ground

 

Charlotte Gainsbourg & Beck

 

publicado por Joao AC às 11:29

Fevereiro 19 2010

 

Salar de Atacama, Chile, 2009

 

O sol inclemente. O chão de sal ao encontro das montanhas. O percurso de deserto e imensidão. Ali, onde a humanidade não chega e os limites se perdem.

publicado por Joao AC às 15:37

Fevereiro 18 2010

 

 

Lili Marlene

Norbert Schultze, 1938

trad. Tommie Connor, 1944

 

Underneath the lantern,

By the barrack gate

Darling I remember

The way you used to wait

T'was there that you whispered tenderly,

That you loved me,

You'd always be,

My Lilli of the Lamplight,

My own Lilli Marlene

 

Time would come for roll call,

Time for us to part,

Darling I'd caress you

And press you to my heart,

And there 'neath that far-off lantern light,

I'd hold you tight ,

We'd kiss good night,

My Lilli of the Lamplight,

My own Lilli Marlene

 

Orders came for sailing,

Somewhere over there

All confined to barracks

was more than I could bear

I knew you were waiting in the street

I heard your feet,

But could not meet,

My Lilly of the Lamplight,

my own Lilly Marlene

 

Resting in our billets,

Just behind the lines

Even tho' we're parted,

Your lips are close to mine

You wait where that lantern softly gleams,

Your sweet face seems

To haunt my dreams

My Lilly of the Lamplight,

My own Lilly Marlene

publicado por Joao AC às 14:10

Fevereiro 17 2010

O frio deste ano acentuou o triste espectáculo da maioria dos carnavais de Portugal. Mulheres em trajes menores a dançar (mal) samba com cinco graus de temperatura. Cortejos que podiam ter saído de um filme neo-realista brasileiro dos anos sessenta rodado no interior profundo. Diversão enlatada e pouco genuína. Com poucas excepções, o nosso carnaval de rua é mais deprimente do que o tempo que S. Pedro nos está a obrigar a suportar. Tenho saudades dos divertidos assaltos de província, em que brigadas de gente disfarçada invadia a casa de amigos, preferencialmente os que menos gostassem de ver a casa invadida. Tenho saudades das partidas com graça e oportunas. Tenho algumas saudades de gostar do carnaval, o que é cada vez mais impedido por tudo em meu redor. Depois olho a televisão e vejo a imponência dos desfiles do Rio, a diversão pura e descontrolada dos blocos de samba a passar na rua e imagino que só passando essa experiência poderei de novo gostar do carnaval.

publicado por Joao AC às 14:19

Fevereiro 17 2010

O Carnaval acabou. Será que a notícia foi adequadamente difundida? É que anda por aí muita gente que só pode achar que não passou a época das partidas e das brincadeiras, caso contrário estaremos perante um fenómeno de enlouquecimento contagioso.

publicado por Joao AC às 14:14

Fevereiro 17 2010

 

S. Pedro de Atacama, Chile, 2009

publicado por Joao AC às 14:12

Fevereiro 12 2010

Mocas de Rio Maior esgotam perante a persistência de Sócrates em dizer, parafraseando Paulo Portas, “Eu fico”. Ouve-se pelas ruas: “isto só vai à bordoada”.

publicado por Joao AC às 14:54

Fevereiro 12 2010

"...quanto tempo de exposição solar é necessário para que um polvo deixe de ter condições para navegar?"

José Fialho Gouveia, no Albergue Espanhol.

 

"Parece que o PS sobe nas sondagens. A popularidade é um oxímoro. Ou a metodologia da sondagem."

Impensável

 

"Ontem, a censura deixou de ser "informal" (através de pressões sobre "jornalistas amigos") e passou a ser "formal" (usando a justiça como lápis azul). É esse o legado da Era Sócrates. Sr. Presidente, onde é que é o fundo do poço?"

Henrique Raposo, no Clube das Repúblicas Mortas

 

O Sol que hoje brilha.

João Távora, no Corta Fitas.

publicado por Joao AC às 11:49

Fevereiro 10 2010

Subitamente uma saída discreta a meio do jantar. No regresso, a resposta à pergunta sobre o motivo da ausência: “fui só regar a couve-for”. 

Ainda o café não estava tomado e a despropósito a saída. “Vou só a casa buscar o portátil”. “Mas, para que queres o portátil, podes ir ao nosso fixo”. ”Obrigado, são só dez minutos para colher o milho”.

O engraçado é que depois de numa sala alguém estar perante o portátil duas horas, tem a distinta lata de dizer que aquilo não é viciante, que se perde pouco tempo. A coisa até será divertida, mas confesso preferir passar o meus tempos livres a fazer outras coisas, ou mesmo a não fazer nada.

Desde há uns dois anos assistir a cenas igualmente caricatas por causa do Travian, vulgo “jogo das aldeias”, com gente a discutir pactos, ataques combinados, a permanecer acordada até às cinco da manhã para a essa hora não deixar a aldeia abandonada. Desde aí que julgo haver um estado de demência alargado, um torpor perante o resto, uma alienação. A minha tendência seria criticar tudo isto de forma veemente, até que abordei a questão de outro lado, percebendo que talvez fosse este um caminho para diminuir o desmesurado consumo de anti-depressivos. Talvez a solução para a generalizada angústia social esteja nestes jogos disparatados com cavalos cor de rosa e carrosséis no meio de quintas. Talvez afinal tudo isto tenha um papel social, difícil de perceber, mas importante.

publicado por Joao AC às 22:41

Fevereiro 09 2010

Passear pelas imponentes margens do Douro é um bálsamo de tranquilidade,  mostrando como o homem pode modificar a paisagem em seu proveito, sem com isso destruir a sua beleza intrínseca. Os magníficos socalcos ondulantes tornam possível o impossível cultivo de vinhas em escarpas que quase mergulham nas águas agora castanhas do rio. A sustentabilidade parece ser um facto e este vinho, seu produto final, uma coisa digna de todos os elogios e fonte de grandes prazeres. Ao fundo, o nevoeiro húmido cria ainda mais planos nos já muitos planos criados por montes e vales, adensando ainda mais o que a vista alcança.

publicado por Joao AC às 17:11

Fevereiro 08 2010

Valparaíso, Chile, 2010

 

publicado por Joao AC às 12:25

Fevereiro 08 2010

 O vinho, quando é muito bom, não dá ressaca.

publicado por Joao AC às 00:14

palavras soltas de um provinciano acomodado a Lisboa com uma grande compulsão para sair a correr terras
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