a cidade e as terras

Fevereiro 23 2010

Nos tempos que correm, apenas por profissão de fé se pode amiúde bem do governo, Não fugindo à regra, é preciso não ficar ofuscado ou perder o discernimento de dizer bem quando tal se justifica. Isto a propósito da Ministra da Cultura, uma aparente excepção no meio de erros de casting que parece insistir em fazer um trabalho sereno e competente. As subtis mudanças nos museus recorrendo a pessoas mais destacadas pelo curriculum profissional do que partidário, a aparente pacificação de um sector sempre em protesto, e agora a corajosa medida de criar uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, hoje aprovada em Diário da República. Parece que, entre gente que ainda julga que Portugal é irmão gémeo da Finlândia, há alguém no governo que está perto do país real e que compreende a importância de algumas tradições para identidade própria de um país. Gabriela Canavilhas promete vir a ser o Ministro da Cultura que Portugal precisa, alguém com os olhos no futuro que não se esquece que ele não existe sem passado ou presente. Fica a faltar que resolva bloquear o “aborto” ortográfico para que eu me levante em fortes aplausos e sonoros “vivas”.

 

publicado por Joao AC às 15:09

palavras soltas de um provinciano acomodado a Lisboa com uma grande compulsão para sair a correr terras
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