a cidade e as terras

Fevereiro 22 2010

Não é ainda o tempo de ter esta discussão, muito menos com o obsceno oportunismo político que já se ouviu por aí, mas a tragédia da Madeira devia fazer-nos a todos pensar no que andamos a fazer ao nosso território, à nossa terra. A natureza é indomável e incontrolável, mas é pena que só nos momentos em que somos invadidos pelo choro olhemos para a terra com olhos compreensivos, compreensivos para com as feridas que o Homem abre sem critério, em nome de progressos e desenvolvimentos duvidosos. Pena que esta discussão acabe por durar um breve sopro, o tempo de se esquecerem os mortos e feridos e se voltar ema discutir infatilidades sem interesse nem graça. Sofre a terra, sofre sempre a terra asfaltada, esburacada, destruída, vulnerável aos caprichos da natureza e à bestialidade dos homens.

publicado por Joao AC às 17:09

palavras soltas de um provinciano acomodado a Lisboa com uma grande compulsão para sair a correr terras
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