a cidade e as terras

Janeiro 25 2010

Parece que os vampiros entraram na moda. Subitamente e sem aviso, émulos do Conde Vlad Drakul entram pelas nossas vidas. Entramos numa livraria e temos de fintar pilhas de “luas novas” e crepúsculos. Acendemos a televisão e logo aparecem caras pálidas e sem vida, olhos vazios, sangue a rodos. Uns até fazem complicadas coreografias envolvendo saltos mortais. Eles andam aí. Numa época de tirania do saudável, houve quem achasse que o adequado contraponto seria dado por criaturas meio-vivas ou que assim o parecessem. Não deve tardar a que na rua o pálido tome conta das caras, tornando bonitas mulheres em múmias desinteressantes. Até a SIC se prepara para lançar uma série sobre vampiros portugueses que me faz temer o o pior. Como tudo isto me ultrapassa, apesar de gostar muito do “Drácula” de Coppola e do “Por favor não me mordam o pescoço” do Polanski, acho que o melhor mesmo é ficar-me por uns vampiros pouco pálidos e que muito me animam. Comprei o “Contra” dos Vampire Weekend e já não me sinto tão deslocado desta febre dos vampiros.

publicado por Joao AC às 00:39

palavras soltas de um provinciano acomodado a Lisboa com uma grande compulsão para sair a correr terras
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